terça-feira, 8 de março de 2011

Semana Mundial de RCT: Mulheres em Foco

Seguindo as comemorações da Semana Mundial de Rotaract, dedicamos um espaço as mulheres.
8 de março: Dia Internacional da Mulher

 A história: Há exatamente 154 anos atrás, operárias de uma fábrica de tecidos nova-iorquina fizeram uma grande greve que tinha como objetivo reivindicar melhores condições, diminuição e tratamento digno de trabalho. A manifestação foi reprimida com total violência, as mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano. Somente no ano de 1910 ficou decidido que 8 de março seria o “Dia Internacional da Mulher” em homenagem as mulheres mortas em 1857. Mas foi só em 1975 que a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Você sabe por que comemorar essa data? A data não foi criada apenas com o objetivo de comemoração. O intuito é realizar conferências, debates e reuniões discutindo o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para excluir as desigualdades construídas entre homens e mulheres igualando salários, papeis sociais, responsabilidades domésticas e acima de tudo, respeito. Mas mesmo com avanços, as mulheres são as principais vítimas de violência doméstica. Por exemplo, a cada 2 minutos, cinco mulheres são agredidas violentamente no Brasil, segundo pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramos.

Fique sabendo:
- O Brasil é o país que mais sofre com a violência doméstica, segundo pesquisa da Sociedade Mundial de Vitimologia, em 54 países e junto a 138 mil mulheres (www.ipas.org.br);
- A violência doméstica é a principal causa de morte e deficiência entre mulheres de 16 a 44 anos e mata mais do que câncer e acidentes de tráfego (www.violenciamulher.org.br);
 - 33% da população brasileira aponta a violência contra as mulheres como o problema que mais preocupa a brasileira na atualidade (IBOPE 2006);
  - 70% dos incidentes acontecem dentro de casa, sendo que o agressor é o próprio marido ou companheiro;
 -Mais de 40% das violências resultam em lesões corporais graves decorrentes de socos, tapas, chutes, queimaduras, espancamentos e estrangulamentos;

 O que fazer?
Apesar dos dados estatísticos serem alarmantes, muitas mulheres sofrem caladas. Muitas sentem vergonha ou dependem financeiramente e/ou emocionalmente do agressor, outras acham “que foi só daquela vez”, outras não falam por causa dos filhos ou ainda porque não querem prejudicar o agressor.
As mulheres que sofrem violência podem procurar Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM) também chamada de Delegacia da Mulher (DDM).

Telefones importantes:
- Central de Atendimento à Mulher - 24 horas: 180
- Disque Saúde Mulher: 0800 6440803
- Delegacia de Defesa da Mulher de Marília: (14) 3433-1133
- Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS): (14) 3413-9118 e 3432-3979 



Por: Camila Rodrigues da Silva
Secretária do Rotaract Club Marília Pioneiro


Um comentário:

  1. Parabens pelo texto Camila! Realmente temos que divulgar os meios para denuncias, assim como refletir sobre todas essas questoes primordiais. E realmente è uma daa funcao do Rotaract, estimular o debate....

    Fernando desde España

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